Você valoriza ícones?

Essa semana postei um projeto bem legal apenas de ícones. Um estudo de formas para chegar no minimalismo desejado. O post obteve boas curtas. E isso me fez pensar…

 

Muitos designers fazem e gostam de fazer identidade visual. Usam a gestalt, semiótica e muitos outros nomes bonitos para explicar sua criação. Criam o logo, suas aplicações, seus mockups e colocam seus projetos no behance e no pinterest. E vitória! Curtidas, compartilhamentos e comentários. Claro isso se o projeto é realmente bom.

 

Mas aí vejo que muitos desses mesmos designers, quando vão criar um material que necessita de muitos ícones, acaba não valorizando o ícone. Usa ícones padrões, quando o tema não dá a ideia de um ícone já definido, acabam não pensando direito e colocam qualquer um que represente minimamente o tema. Além do fato de muitas vezes os ícones não terem o mesmo estilo.

 

icones_jonmak

Esse projeto por exemplo, o estudo de Jonathan Mak para achar a melhor forma para a vaca. Veja o projeto completo aqui.

 

A criação de um ícone, está intimamente ligada a criação de uma marca. Os princípios são muito parecidos. Pois se você consegue dar um significado, não comum, para um serviço ou produto, por que não nos dedicamos a criar um ícone para um tema diferenciado?

 

A verdade é que muitas vezes negligenciamos a criação de ícones, mesmo gostando muito de ver projetos que valorizam isso. Talvez pelo job ter um prazo apertado, enquanto na criação de um logotipo temos mais tempo, talvez por preguiça mesmo, pois realmente dá muito trabalho.

 

Não quero aqui dizer o que é certo ou o que é errado, apenas levantar a discussão e pensamento. É apenas um desabafo de quem gosta muito da criação ícones e de design minimalista.

Diretor de Arte, atualmente na Publicis de Lisboa. Veio trabalhar na terra do Pastel de Belém em meados de 2015. Antes disso vivia em São Paulo, onde passou por agências legais como AlmapBBDO e F/Nazca Saatchi&Saatchi. Foi selecionado como Young Lions para representar Portugal em Cannes Lions 2016.

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